Monday, April 02, 2007

Feijoada

Domingo fomos até casa do Paolo e da Silvia, com o Matteo e a Majka (ou Maja = maia, que significa Maria – e ainda acho eu o português complicado.... acho que ao lado do polaco é pêra doce). O LP foi fazer lá feijoada, pois eles têm uma casa a sério. Sim, a sério, daquelas com uma grande cozinha, sala, quartos (pois, no plural), casa-de-banho, garagem, jardim, cão. Além das áreas agradáveis, está mesmo muito bem decorada.

Primeira mesa preparada pelo Paolo



Segunda mesa, quando chegámos à conclusão que era melhor comer em pratos fundos.





Como se não bastasse, eles são pessoas impecáveis, super-simpáticos. O Paolo esmera-se nas bebidas e na bonita apresentação da mesa (pratos com cores a condizer, distribuição cuidada, cores harmoniosas).

A Silvia gravou-me um cd com músicas de dois artistas italianos, numa selecção elaborada por ela, pois tinha-o a tocar e eu gostei muito.

A feijoada foi um sucesso e dava para um batalhão!

Foi uma noite bem agradável e como a feijoada é pesada também foi bem “regada”. O pessoal beber (de)mais é bom para mim, porque significa que sou eu que levo o carro, por uma questão de segurança. Ora o carro do Matteo é muito fixe, pois tem turbo, é bem confortável e de condução agradável. Além de que me sinto lisonjeada por ele me deixar conduzir o carro dele :).


Nham nham


A também salientar neste dia está a drástica descida de temperatura:

Até cerca do meio-dia estavam 18 graus, à noite estavam menos de 6º... O Matteo dizia, enquanto íamos no carro dele até casa do Paolo e da Silvia (que já é em França) , que em meia-hora descia meio grau!

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Chapéu de doutor

No Sábado 17 Março, o Martijn convidou o pessoal para ir até um bar (o Alhambar), para celebrar o ter obtido o doutoramento. Actualmente ele está a fazer um post-doc através do CISA.

Para festejar o acontecimento, a Kerstin sugeriu fazermos um “chapéu de doutor” para o Martijn. Combinámos encontrarmo-nos (Kerstin, Judith e eu) em minha casa para fazermos o tal chapéu. Elas chegaram antes da hora, o LP estava a fazer folhados de atum (pois não tínhamos tido tempo de comer nada antes delas virem) e foi muito bom para acompanhar a elaboração da “obra de arte”. O LP tinha que acabar um artigo e decidiu não ir connosco. Nós chegámos atrasadas (folhados de atum, martini, chapéu, conversa), ou seja chegámos às 22h em vez de ser às 21h. Quando lá chegámos estavam na entrada a Joanna, a Alore e o Harold, eles assinaram também o chapéu e entrámos. A Kerstin ia no fim, com o chapéu atrás das costas. Já lá estavam o Martijn, o Etienne, o Karim e a Anna, a Nelle e o Karsten.

O Martijn gostou do chapéu, usou-o, estava divertido – ele tem um execelente sentido de humor –, até dançou com a Joanna e a Nelle num espaço com um varão, reservado a dançarinas profissionais!

Mais tarde foi chegando mais malta: Sebatian e Marie, Marcello, Vincenzo, Verena e outro rapaz. O Marcello comentou se eu não tinha achado estranho combinarem uma saída para as 21h. Segundo ele, a essa hora ele estava a preparar o jantar e que ainda teve de comer a correr para ver se conseguia estar lá às 23h15! É bom encontrar gente que compreende bem o meu ritmo biológico – acho que ele deve sentir o mesmo.

No final, os resistentes eram cinco: Martijn, Marcello, Kerstin, Nelle, Joanna e eu. O Marcello bem que queria continuar a noite noutro sitio, mas ele ainda não percebeu que em Genève é mesmo difícil, sobretudo após as 2h... Ainda andámos um bocado à procura de algum local aberto, mas nada. A Joanna que vive já há 7 anos em Genève disse que a seguir só dava para ir para uma discoteca, que a mais próxima e com pessoal acima dos 25 anos era a SIP [http://www.lasip.ch/], mas que aquela hora seria muito difícil de entrar e que da forma como os rapazes estavam vestidos (calças de ganga, ténis) seria impossível de entrar. O Marcello estava mesmo desiludido. O mais cómico era ir a dizer que ainda bem que a Joanna o tinha avisado, mas que mesmo assim não queria ser ensinado por suiços (os das discotecas) a vestir-se! “Sobretudo eu, que venho de Milão, capital da moda!” Ele estava mesmo revoltado, pois considera que os suiços não se vestem bem. Fui com o Marcello até Rive, onde ele tinha o carro e ele deu-me boleia até casa :). Ele tem um carro igual ao meu (o que está em Portugal), foi bom lembrar e reviver o “bombinhas”.

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